A alternativa, segundo o estudo, seria ampliar
de duas faixas tributadas (15% e 27,5%) para
12, com cobrança progressiva. Assim,
ficariam isentos contribuintes com rendimentos
de até R$ 1.257,12. A partir de dessa
faixa, o primeiro grupo --com renda de até
R$ 2.000--, pagaria 5%. Progressivamente,
a alíquota de 27,5% seria aplicada
a rendimentos mensais entre R$ 6.500 mil a
R$ 8.000. A última faixa, de renda
mensal acima de R$ 50 mil, pagaria 60%.
"Isso não é novo no Brasil,
durante um período do regime militar
o Brasil tinha 12 faixas de tributação.
Com isso, os mais pobres pagariam menos imposto
e, progressivamente, os mais ricos seriam
mais tributados", afirma o economista
Márcio Pochmann, presidente do Ipea.
Entre 1979 e 1982, o Brasil tinha 12 alíquotas,
que chegavam a 55%. De 1983 a 1985, eram 13
faixas, que alcançavam 60%. Segundo
Pochmann, o aumento da arrecadação
com IR seria suficiente para cobrir uma perda
com o fim da Cofins, hipótese levantada
pelo instituto como forma de baratear o consumo
e, consequentemente, reduzir a pobreza.
Segundo estudo do Ipea, outros países
já adotaram uma cobrança do
Imposto de Renda com mais alíquotas
dividas de acordo com os rendimentos. Na França,
por exemplo, são 12 faixas, entre 5%
e 57%. Na China são nove, entre 15%
e 45%. Na Argentina, são sete faixas,
entre 9% e 35%, No Chile são seis,
entre 5% e 45% e, em na Itália, são
cinco, entre 18% e 45%. O levantamento do
Ipea também apresenta como alternativa
a cobrança de 1% sobre grandes patrimônios
por ano, como forma de tributar fortunas e
heranças.
Fonte: Folha