se suspeitava a partir de afinidades esqueléticas.
"Nossos resultados no nível genético
basicamente concordam com o que foi visto
nos dados esqueléticos", disse
John M. Asara de Harvard, em entrevista telefônica.
"Há mais de 90% de probabilidade
que a associação do T. rex com
pássaros vivos é real."
Asara e Lewis C. Cantley, ambos do centro
médico Beth Israel Deaconess e da faculdade
de medicina de Harvard, processaram as proteínas
dos tecidos recuperados de dentro dos ossos
de um T. rex de 68 milhões de anos
escavado em 2003 por John R. Horner, da Universidade
do Estado de Montana. Mary H. Schweitzer,
da Universidade do Estado da Carolina do Norte,
descobriu os tecidos preservados nos ossos.Para
o estudo molecular , Asara e Chris L. Organ,
pesquisador de biologia evolutiva em Harvard,
compararam a proteína do dinossauro
com proteínas similares de várias
dezenas de espécies de pássaros,
répteis e outros animais modernos.
Organ foi o autor principal do artigo, que
concluiu que os testes moleculares confirmaram
a previsão que os dinossauros extintos
"teriam maior grau de similaridade com
pássaros do que com outros vertebrados
existentes". Os pesquisadores disseram
que planejavam estender suas investigações
para incluir comparações da
proteína do T. rex com mais espécies
de pássaros, répteis e de outros
dinossauros.Paleontólogos de dinossauros
não ficaram surpreendidos com as descobertas.
O acúmulo de evidências fósseis
dos últimos anos deu-lhes crescente
confiança em sua hipótese que
os pássaros descendem de certos dinossauros
ou, como costumam dizer, os pássaros
são dinossauros vivos. A nova pesquisa
sugere "que os dados moleculares de organismos
há muito extintos podem ter o potencial
de resolver relacionamentos em áreas
críticas da árvore evolutiva
dos vertebrados que até agora foram
intratáveis", escreveu a equipe
de Organ.
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