Meio Ambiente, de Minas e Energia, do
Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento,
Indústria e Comércio e da
Fazenda apresentaram o projeto ao presidente
Lula, que prevê doações
e financiamentos de novos refrigeradores.
O governo destinará o Fundo de
Eficiência Energética 0,5%
da conta de luz destinado a programas
e projetos na área de energia -
para financiar essas geladeiras. Outras
medidas são baratear os juros para
compra de novas geladeiras e facilitar
o crédito para aquisição
de novos refrigeradores, com financiamento
da Caixa e do Banco do Brasil. Segundo
o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,
a idéia é reduzir para 1%
a taxa de juros para aquisição
de novas geladeiras contra os 6% de hoje.
Ele também afirmou que dentro de
um mês será feito o estudo
sobre o custo para o programa.
O programa de troca de geladeiras traz
ganhos ambiental, energético, social
e emprego. É estipulado uma redução
de R$ 100 por ano nas contas de energias,
em economia de energia com o uso das novas
geladeiras, além das oportunidades
de emprego que abrirão com o estímulo
à produção de novas
geladeiras.
Os compradores de novas geladeiras receberão
subsídios para a destinação
correta das geladeiras velhas, ainda não
definidos, evitando que esse produto seja
revendido para terceiros. Para isso será
trabalhado um processo de logística
reversa. Na compra de uma nova geladeira,
a usada voltará para a loja, será
coletada, levada para um centro de tratamento
de CFC, destinada para desmonte e finalizando
no processo de reciclagem, sendo transformadas
em sucatas em indústrias siderúrgicas.
Atualmente, cerca de 30 mil geladeiras
são trocadas por ano.
O governo alemão, por meio da
Agência de Cooperação
Técnica Alemã (GTZ), dará
ao Brasil R$ 5 milhões em equipamentos
para a reciclagem de refrigeradores obsoletos.
O processo de licitação
atraiu 33 empresas interessadas em instalar
esses equipamentos. A empresa escolhida
será beneficiada com o treinamento
para a operação e gestão
do equipamento de manufatura reversa.
A tecnologia de recolhimento do CFC contida
na espuma de isolamento dos refrigeradores
ainda é inexistente no Brasil.
Segundo a coordenadora da Coordenação
de Proteção da Camada de
Ozônio do MMA, Magna Luduvice, o
maquinário permite a separação
completa de todos os componentes de um
refrigerador, como por exemplo o metal,
o plástico, óleo, mercúrio
e os CFCs, tanto do circuito de refrigeração
quanto da espuma de isolamento. A quantidade
de CFC em uma geladeira equivale, para
o aquecimento global, a cerca de três
toneladas de CO2, o principal gás
de efeito estufa.
Fonte:Envolverde/MMA