Nações deu aos britânicos
o domínio sobre a Palestina em
1922 (outro mandato foi estabelecido na
Transjordânia, hoje Jordânia,
a leste do rio Jordão).
Cerca de 300 mil judeus emigraram para
a Palestina entre 1922 e 1939, e judeus
compraram dos árabes áreas
de terra. A maioria árabe temia
um plano sionista de expulsá-la
e fazer da Palestina um Estado judaico.
Para apaziguar os árabes, que tinham
se revoltado em 1936/37, a Grã-Bretanha
emitiu, em 1939, o Documento Branco, que
virtualmente interrompeu a imigração
judaica e limitou a aquisição
de terras por judeus. Os sionistas se
opuseram, mas mesmo assim tropas de judeus
da Palestina apoiaram os britânicos
durante a Segunda Guerra.
Conforme os nazistas perseguiam e matavam
judeus na Europa, líderes sionistas
pressionavam por um Estado judeu e imigração
sem restrições para a Palestina.
Passou a haver maciça imigração
clandestina de judeus, e ocorreram sangrentos
confrontos entre judeus e árabes
e entre judeus e britânicos. Os
grupos judaicos extremistas Irgun e Stern
promoveram atos terroristas.
O Estado de Israel
A Grã-Bretanha se considerou incapaz
de resolver a questão da Palestina
e a remeteu à ONU. Em novembro
de 1947 a ONU decidiu repartir a Palestina
entre árabes e judeus, mantendo
Jerusalém como zona internacional.
Líderes árabes rejeitaram
o plano e houve conflitos. Em 14 de maio
de 1948, com o fim do mandato britânico
na Palestina, líderes judeus proclamaram
o Estado de Israel. David Ben-Gurion assumiu
o cargo de primeiro-ministro.
O novo Estado rechaçou a invasão
pelos vizinhos da Liga Árabe. A
luta terminou em 1949, com Israel ocupando
parte de Jerusalém e parte da Palestina
árabe. Israel se recusou a recuar,
e não houve assinatura de um tratado.
Os árabes foram expulsos das areas
capturadas, criando enorme problema com
refugiados. Muitos permaneceram indefinidamente
em campos de refugiados na Jordânia.
Em 1950 a Jordânia anexou o restante
da Palestina árabe, incluindo Jerusalém
oriental.
Em outubro de 1956 Israel atacou bases
egípcias na península do
Sinai e avançou até chegar
a 16 km do canal de Suez. Enquanto isso,
França e Grã-Bretanha avançaram
para tomar o canal. A ONU parou o ataque
franco-britânico e conseguiu estabelecer
uma trégua. As forças israelenses
recuaram.
Na década de 60 a tensão
permaneceu alta, com choques frequentes
na fronteira, mas só em junho de
1967 estourou a guerra. Israel derrotou
em seis dias as forças reunidas
do Egito, da Síria e da Jordânia
e rapidamente tomou a Faixa de Gaza, a
península do Sinai, as colinas
de Golã e todo o território
jordaniano a oeste do rio Jordão
(com o que retomou pleno controle de Jerusalém).
O conflito, chamado de Guerra dos Seis
Dias, foi interrompido por um cessar-fogo
promovido pela ONU.
Guerra dos Seis Dias. O mapa mostra o
território tomado por Israel como
resultado da Guerra de junho de 1967 com
Egito, Síria, Jordânia e
Iraque. No fim da guerra Israel controlava
a península do Sinai e a Faixa
de Gaza, antes egípicias; as Colinas
de Golã, sírias; e a Cisjordânia,
da Jordânia.
Passados alguns meses, israelenses e
árabes tinham voltado a lutar,
de forma restrita – normalmente
ataques aéreos e incursões.
Houve confrontos frequentes ao longo da
fronteira com o Líbano e no Canal
de Suez. Extremistas palestinos iniciaram
uma campanha terrorista internacional
contra Israel e seus aliados.
A tensão cresceu até outubro
de 1973, quando o Egito e a Síria
fizeram forte ataque a Israel durante
o feriado judaico do Yom Kippur. O Iraque
e a Jordânia enviaram tropas para
auxiliar os árabes no conflito
(conhecido como Guerra do Yom Kippur).
Com o apoio dos Estados Unidos e da União
Soviética, a ONU conseguiu um cessar-fogo
no 22° dia de guerra. Na ocasião
havia forças egípcias no
Sinai e tropas israelenses a oeste do
Canal de Suez; as Colinas de Golã
estavam ocupadas por forças israelenses.Em
1974 houve retirada parcial das tropas
de Israel do território egípcio
e sírio.
Israel tentou um acordo permanente de
paz com os países árabes,
mas não houve progresso até
que o presidente egípcio, Anuar
Sadat, visitasse Jerusalém, em
1977. Em 1979 foi assinado um tratado
de paz prevendo a devolução
em etapas do Sinai ao Egito, em um série
de etapas que terminariam em 1982. Em
troca, o Egito reconheceu a soberania
de Israel.
A ocupação por Israel de
terras da Jordânia e da Síria
continuou a minar os esforços de
paz com outros países árabes.
A tensão cresceu em 1981, quando
Israel anexou as Colinas de Golã,
e em 1982, quando Israel invadiu e ocupou
o sul do Líbano. As forças
israelenses deixaram quase todo o Líbano
em 1985.
De 1987 a 1991 o domínio de Israel
sobre os territórios ocupados foi
desafiado por uma campanha árabe
de resistência chamada de Intifada
(levante). Em 1991 tiveram início
conversações de paz entre
Israel, Organização para
a Libertação da Palestina
(OLP), Síria, Jordânia e
Líbano. Num acordo de paz de 1994,
a OLP aceitou encerrar o conflito com
Israel, que em troca deu à OLP
autonomia limitada na Faixa de Gaza e
na cidade de Jericó, na Cisjordânia.
Israel e Jordânia também
assinaram um acordo de paz.
Em setembro de 1995 o primeiro-ministro
de Israel, Yitzhak Rabin, e o líder
da OLP, Yasser Arafat, assinaram um acordo
expandindo o controle árabe na
Cisjordânia. Rabin foi assassinado
em novembro do mesmo ano por um judeu
de direita contrário ao tratado.
Em 2000 encerrou a ocupação
do sul do Líbano e houve sensível
aumento de atos de violência entre
palestinos e israelenses. Em 2003, líderes
palestinos e israelenses concordaram em
avaliar um plano de paz apoiado pela ONU
e vários países, mas a violência
e a retaliação continuaram.
Apesar da oposição palestina,
Israel começou a erguer um muro
para separar áreas palestinas de
outras partes do país. Em 2004
o Knesset aprovou o plano do primeiro-ministro
Ariel Sharon de remover da Faixa de Gaza
e de Partes da Cisjordânia colonos
de Israel e dar aos palestinos total controle
sobre as duas áreas.
Fonte: Howstuffworks