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IDH da China é o que mais cresce no mundo

 
Nos números mais recentes sobre o tema China subiu 0,233 pontos no IDH em 26 anos. De acordo com o texto Índices de Desenvolvimento Humano: Uma atualização estatística, divulgado pela agência junto com os novos números do IDH, a melhoria se deu por

conta do intenso crescimento econômico do país, que teve efeitos principalmente no aumento da renda per capita, um dos fatores para o cálculo do IDH. O Egito também apresentou o mesmo aumento no índice, com melhorias na área da saúde e educação mais expressivos, mesmo sem desenvolvimento econômico comparável ao da China. No mesmo período, o IDH do Brasil subiu 0,123 pontos, mas está em 70º no ranking, posição melhor que a chinesa (94º no ranking) e que a egípcia (116º).

No caso chinês, o crescimento se deu de forma mais intensa, concentrado no período pós 1990. O país saiu de um IDH de 0,607 em 1990 para 0,762 em 2006, a maior evolução dentre todos os países nesse período. Porém, mesmo com o forte desempenho, a China não conseguiu traduzir todo o crescimento econômico em ganho em todas as áreas. “Dentre os 18 países que mais rápido conseguiram aumentar o valor de seu IDH desde 1980, há apenas dois casos, China e Vietnã, em que o crescimento econômico foi maior que o desenvolvimento humano como um todo”, afirma o relatório do PNUD.

Além disso, o desenvolvimento chinês foi intenso, mas se deu de forma desigual. O relatório menciona uma série de estudos em que a porção mais rica das zonas rurais aparece como a maior beneficiada. Em 2006, os 20% mais ricos dessas áreas, em que vivem cerca de 60% dos chineses, possuíam uma renda 6,9 vezes maior que os pobres do campo. Além disso, destaca-se que a redução da pobreza na China foi menor nas áreas urbanas, onde o custo de vida para os pobres foi calculado como sendo 37% maior do que nas áreas rurais.

Outros países, como Indonésia, Irã, Líbia e Nepal também apresentaram melhora significativa no desenvolvimento humano desde 1980. Os quatro países conquistaram aumento de mais de 0,2 pontos no IDH. Numa análise da evolução de todos os países nos últimos anos, o PNUD chama atenção para o fato de que 30 nações, dentre 180 para as quais há informações suficientes, não conseguiram melhorias nos índices de saúde desde 1990. Na educação, 5 dentre 110 não conquistaram avanços.

Os números ainda apontam que pelo menos 10 países tiveram retrocesso no valor do IDH desde 1990. Entretanto, é possível que haja muitos mais, vários para os quais não existem dados a partir dessa data. “Há diversos países no sul da África em que fortes retrocessos ainda estão ocorrendo, na maioria por culpa da Aids”, afirma o relatório. No continente africano, Burundi, Ruanda, África do Sul e Suazilândia tiveram piora. Países do centro da Europa, como Armênia, Belarus, Estônia e Hungria também sofreram revés.

Fonte:Envolverde/Pnud

 
 
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