conta do intenso crescimento econômico
do país, que teve efeitos principalmente
no aumento da renda per capita, um dos
fatores para o cálculo do IDH.
O Egito também apresentou o mesmo
aumento no índice, com melhorias
na área da saúde e educação
mais expressivos, mesmo sem desenvolvimento
econômico comparável ao da
China. No mesmo período, o IDH
do Brasil subiu 0,123 pontos, mas está
em 70º no ranking, posição
melhor que a chinesa (94º no ranking)
e que a egípcia (116º).
No caso chinês, o crescimento se
deu de forma mais intensa, concentrado
no período pós 1990. O país
saiu de um IDH de 0,607 em 1990 para 0,762
em 2006, a maior evolução
dentre todos os países nesse período.
Porém, mesmo com o forte desempenho,
a China não conseguiu traduzir
todo o crescimento econômico em
ganho em todas as áreas. “Dentre
os 18 países que mais rápido
conseguiram aumentar o valor de seu IDH
desde 1980, há apenas dois casos,
China e Vietnã, em que o crescimento
econômico foi maior que o desenvolvimento
humano como um todo”, afirma o relatório
do PNUD.
Além disso, o desenvolvimento
chinês foi intenso, mas se deu de
forma desigual. O relatório menciona
uma série de estudos em que a porção
mais rica das zonas rurais aparece como
a maior beneficiada. Em 2006, os 20% mais
ricos dessas áreas, em que vivem
cerca de 60% dos chineses, possuíam
uma renda 6,9 vezes maior que os pobres
do campo. Além disso, destaca-se
que a redução da pobreza
na China foi menor nas áreas urbanas,
onde o custo de vida para os pobres foi
calculado como sendo 37% maior do que
nas áreas rurais.
Outros países, como Indonésia,
Irã, Líbia e Nepal também
apresentaram melhora significativa no
desenvolvimento humano desde 1980. Os
quatro países conquistaram aumento
de mais de 0,2 pontos no IDH. Numa análise
da evolução de todos os
países nos últimos anos,
o PNUD chama atenção para
o fato de que 30 nações,
dentre 180 para as quais há informações
suficientes, não conseguiram melhorias
nos índices de saúde desde
1990. Na educação, 5 dentre
110 não conquistaram avanços.
Os números ainda apontam que pelo
menos 10 países tiveram retrocesso
no valor do IDH desde 1990. Entretanto,
é possível que haja muitos
mais, vários para os quais não
existem dados a partir dessa data. “Há
diversos países no sul da África
em que fortes retrocessos ainda estão
ocorrendo, na maioria por culpa da Aids”,
afirma o relatório. No continente
africano, Burundi, Ruanda, África
do Sul e Suazilândia tiveram piora.
Países do centro da Europa, como
Armênia, Belarus, Estônia
e Hungria também sofreram revés.
Fonte:Envolverde/Pnud