no Estado do Rio de Janeiro, as duas figuras,
em forma de latão de lixo, estarão
sempre a postos para flagrar pessoas jogando
lixo de forma inadequada, aquele que atira
um papel na areia, joga copos descartáveis
no chão ou despeja lixo doméstico
em rios e canais. Em todas as situações,
vão lembrar aos sujismundos, sempre
de forma leve e descontraída, que
este gesto é um ato contra eles mesmos,
traduzido na forma de enchentes e doenças,
como a dengue.
A campanha publicitária, que durante
as três próximas semanas estará
nas emissoras de rádio e televisão,
em horário nobre, e na mídia
impressa, tem o objetivo de educar e informar
a população sobre as conseqüências
da destinação inadequada do
lixo doméstico. Todos os spots publicitários
trazem um número telefônico
gratuito e o endereço de um site
para a pessoa fazer denúncias, apresentar
sugestões e se informar dos procedimentos
adequados para o lixo. A mensagem publicitária
sempre termina com esta frase: "Saiba
o que fazer com o seu lixo. Acesse www.meulixo.rj.gov.br
ou ligue para 0800.941.6600. O lixo sempre
volta para você. Cuide bem dele".
As mensagens publicitárias já
estão no ar desde ontem. A ocasião
é mais do que oportuna: o início
do verão. Segundo a secretária
do Ambiente, Marilene Ramos, como é
tempo de muita chuva, esta estação
do ano está associada a tragédias
e epidemias em grande parte graças
à falta de orientação
da população para a destinação
adequada do lixo que produz. “A campanha
pretende alertar a população
para os efeitos da destinação
inadequada do lixo, com base em duas premissas:
o caráter provocador de inundações,
ao entupir rios e sistemas de drenagem,
e como focos de doenças, por causa
dos detritos acumulados à beira de
cursos de água e em terrenos baldios.
Sem falar que o lixo está diretamente
associado à degradação
ambiental”, conceituou a secretária.
A campanha "Para onde vai o seu lixo?"
tem pretensões de mudar paradigmas
da educação ambiental, tradicionalmente
feita por meio de programas a varejo, ao
longo do ano. Ao adotar postura mais profissional,
a campanha busca ampliar o alcance do público-alvo.
“Diria que essa é uma campanha
ambiental de massa, por atacado, atingindo
desde a classe média alta, que vai
à praia e joga lixo pela janela do
carro, até as comunidades mais carentes
que, para não estocar o lixo em casa
até a passagem do caminhão
de limpeza ou para não ter de caminhar
um pouco até uma caçamba,
opta por descartá-lo diretamente
no rio ou no terreno baldio”, sintetizou
Marilene Ramos.
A secretaria também fez o primeiro
balanço do mutirão de limpeza
do Rio Pavuna-Meriti, na Baixada Fluminense,
lançado oficialmente no último
dia 19. De lá até o dia 27,
em pouco mais de um quilômetro, a
partir da ecobarreira próxima à
Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias,
no sentido da nascente, foram recolhidas
em ambas as margens 350 toneladas de lixo.
O plano é fazer a limpeza nos 20
quilômetros do rio, aliado à
educação ambiental das comunidades
ribeirinhas.
Fonte:Envolverde/Pauta Socia