lixo, que são despejadas em terrenos
impróprios, sem contar o que acaba
nos rios e matas, gerando sérios
problemas para o meio ambiente e para a
população. Mas essa história
não deveria ser assim, afinal o plástico
é um material fantástico e
indispensável no nosso dia-a-dia.
Os plásticos que hoje são
abandonados, sem jamais serem coletados
e reciclados, causam danos como morte de
animais por ingestão e sufocamento,
entupimento dos sistemas de drenagem urbanos
etc. Mais de 50% dos resíduos encontrados
nas praias são plásticos e
mais de 60% dos resíduos encontrados
nos oceanos são constituídos
de plásticos. Agora, eles se tornaram
alvo das críticas dos ambientalistas
e ONGs.
Do ponto de vista do produto, os plásticos,
em especial as embalagens, são materiais
com inúmeras vantagens para o consumo
e superam outros materiais como o papel,
o vidro e o metal. Eles são recicláveis,
podem ser fabricados a partir de materiais
reciclados e são reutilizáveis.
São mais leves, resistentes, impermeáveis,
possuem características de proteção
para o produto embalado, consomem menos
energia e água em sua produção,
ocupam menos espaço nos estoques
e no transporte e, por serem mais leves,
precisam de menos caminhões para
transporte, o que significa menos queima
de combustíveis e menos veículos
nas ruas e estradas. Porém, as mesmas
características positivas de resistência
o torna um material de difícil e
lenta degradação. Por conta
disso, e, principalmente, devido à
ação do homem - que não
descarta corretamente as embalagens - e
ao plástico não ser economicamente
interessante para a reciclagem, ele tem
sido banido de muitos países, mas
a culpa não é do plástico.
A ciência e os institutos de pesquisa
têm estudado e desenvolvido plásticos
menos agressivos ao meio ambiente. Em parceria
com universidades e cientistas, especialistas
de diversos setores buscam soluções
para que o plástico não se
transforme em um produto nocivo ao ecossistema.
Para tanto, já existem muitas tecnologias
que são utilizadas em todo mundo.
Entre as soluções desenvolvidas
pela ciência estão os plásticos
biodegradáveis e compostáveis,
tais como PLA, PHAs e PHBs. Existem também
os plásticos derivados do amido de
milho, onde a grande maioria tem em sua
composição o amido e o poliéster,
por isso são chamados de híbridos.
Outro tipo utiliza um aditivo chamado d2w.
No caso do d2w, trata-se da introdução
de 1% de um aditivo durante o processo de
produção das embalagens plásticas
convencionais. As embalagens d2w são
produzidas com as mesmas matérias-primas,
máquinas e processos convencionais.
Possuem as mesmas características
desejáveis das embalagens plásticas
comuns, com uma única diferença:
vão degradar-se totalmente, de forma
muito mais rápida e sem causar impacto
no ecossistema, caso fiquem abandonadas
no meio ambiente. Estes plásticos
também são reutilizáveis,
recicláveis e podem ser fabricados
a partir de plásticos reciclados.
Entre tantas iniciativas que despontam
no Brasil, uma delas vem da capital do Rio
Grande do Sul. Recentemente, Porto Alegre
começou a usar sacolas biodegradáveis
d2w para fezes dos cachorros em um dos principais
parques da cidade gaúcha. Na maioria
dos casos são produzidas a partir
de plásticos reciclados e que não
mais serão reciclados por estarem
contaminados por detritos. Iniciativas como
essa são louváveis. Podemos
citar também centenas de empresas
brasileiras que adotam o uso de embalagens
biodegradáveis em seus produtos (só
o d2w conta com mais de 160 empresas do
setor plástico).
Entretanto, em paralelo ao uso de tecnologias
para reduzir o impacto das embalagens no
meio ambiente, é necessário
que a população não
esqueça as boas práticas do
consumo sustentável e responsável.
Esse é um primeiro passo para enfrentar
o problema. Da mesma forma, o poder público
deve criar e incentivar políticas
públicas de reciclagem, reuso e de
educação ambiental, para que
isso deixe de ser apenas uma boa ação
e passe a ser uma obrigação
de cada um de nós.
Fonte: Envolverde/Assessoria