| Em um mundo infestado de crackers, spywares, Trojans
e afins, a criação de senhas eficientes,
isto é, indecifráveis, e a manutenção
da segurança de seus dados mais sensíveis
virou obrigação para o usuário
que zela pelos seus bens – virtuais ou não.
Pode acreditar: não há firewall ou qualquer
outro software de segurança poderoso o suficiente
para bloquear o acesso às suas informações
pessoais se você – sim, você mesmo!
– resolver criar senhas que até sua mãe
saberia quebrar.
“Assim como para dirigir um carro você
tem que fazer auto-escola, conhecer as regras do trânsito,
os perigos, os controles necessários para garantir
a sua segurança física, na Internet
temos a mesma necessidade”.
As senhas que até a sua mãe quebraria
são aquelas compostas por informações
como sua data de nascimento ou seu nome escritos de
trás para frente. Com senhas desse tipo, você
corre mais riscos de ser vítima de crimes virtuais.
Isso porque, se o cracker descobrir seu nome, o de
sua esposa, sua filiação (nome de seus
pais), endereço residencial, datas de nascimento
etc., é muito provável que ele consiga
acessar sua conta bancária ou de seu provedor
e obtenha sucesso em contratar empréstimos,
desviar fundos de sua conta, assinar serviços,
tudo em seu nome.
Como os usuários têm se preocupado em
criar senhas cômodas, fáceis de serem
lembradas – isso quando não as escreve
em um papelzinho e as deixa na gaveta ou coladas no
canto do monitor, os crackers muitas vezes não
têm trabalho algum para fazer um belo estrago
na vida do internauta. Ainda mais se você decidiu
criar um documento do Word com todas as suas senhas
e o salvou em um suposto canto obscuro de seu HD.
De acordo com uma pesquisa do instituto Nucleus Research
and Knoledgstorm, nos Estados Unidos, uma em cada
três pessoas anota senhas e nomes de usuário
em um pedaço de papel ou os salva em um arquivo
de texto no computador ou no celular. “De nada
adianta investir em tecnologias como antivírus,
firewalls, sistemas de detecção de intrusão,
se não há uma política de senhas
adequada”, ressalta Sousa.
Boa parte dos incidentes de segurança está
relacionada ao desinteresse do usuário em criar
senhas fortes. “O uso de senhas fracas aumenta
o risco de um acesso não autorizado, comprometendo
tanto a confidencialidade como a integridade da informação”,
completa. Mas como fazer uma senha segura, complexa,
difícil de ser quebrada, e, ao mesmo tempo,
seja fácil de ser lembrada sempre que necessário?
Foi pensando nisso que foram criadas dicas baseadas
na norma ISO1779, cujas regras foram criadas para
padronizar a maneira como as empresas devem trabalhar
para proteger informações. Lembra quando
você acessou pela primeira vez o site de seu
banco e você teve que criar uma senha de, no
mínimo, seis caracteres e, de preferência,
com letras e números?
Essas são algumas das determinações
da ISO1779. Confira as restantes a seguir.
Criação O primeiro passo é classificar
a importância das informações
a serem protegidas. Se você só quer impedir
que bisbilhoteiros acessem sua conta no fotolog, não
será preciso criar uma senha altamente complexa.
O padrão é que ela tenha um mínimo
de seis caracteres sem qualquer seqüência
lógica, seja de números ou de letras,
muito menos caracteres repetidos. Procure utilizar
letras, números e, se possível, símbolos
(como # , _ , @, -, / e afins).
Outra dica é também usar letras maiúsculas.
Mas se o objetivo é criar uma senha e um login
para acessar sua conta bancária, aí
sim, é bom caprichar. A primeira dica é
utilizar ainda mais caracteres. Para esse tipo de
informação, é bom usar, no mínimo,
oito caracteres para a senha. Para o login, evite
utilizar seu nome ou sobrenome e sim palavras que
façam sentido só para você. O
desafio na criação de senhas complexas
é orientar os usuários a utilizarem
combinações que não sejam óbvias
e que não façam parte de dicionários.
Por isso a importância de combinar diferentes
caracteres, mas que sejam fáciéis para
o usuário adivinhar pois, se a combinação
for muito difícil, o usuário poderá
esquecê-la.
“Uma pesquisa feita junto a empresa indica
que 30% dos chamados para serviços de help-desk
e suporte são para atender solicitações
de reset de senhas esquecidas”.
A sugestão da Microsoft, por exemplo, é
criar uma frase secreta e extrair delas as iniciais
de cada letra. Por exemplo, do dito popular “antes
só do que mal acompanhado” se extrai
“asdqma”. Você ainda pode utilizar
informações do seu dia-a-dia, como o
nome de seus filhos ou da esposa. Outro exemplo seria
“Flavia é dois anos mais velha do que
Pedro”, do qual se extrai “FedamvdqP”.
O mesmo pode ser aplicado na sua senha. “Flávia
nasceu em 02 de maio de 86”: “Fne02dmd86”
ou “Fne02d05d86”. 2- Mantenha seu login/senha
a salvo
De uma vez por todas: não escreva suas senhas
em papéis, muito menos salve na máquina
documentos digitais, como o Word, sem que alguma forma
de criptografia seja aplicada. Mas calma lá!
Não se assuste com o sinistro termo criptografia
por achar que se trata de uma coisa exclusiva para
profissionais de TI. Por meio do Word, é possível
criar documentos protegidos por senha com muita facilidade,
ou seja, você pode guardar todas as suas senhas
importantes sem correr o perigo de que alguém
não autorizado acesse essas informações.
“Melhor fazer isso do que utilizar uma única
senha e óbvia para todos os sistemas”.
Para criar um documento com senha, basta clicar em
“Salvar como”. Ao se abrir a janela correspondente,
clique em “Ferramentas”. Agora é
só criar uma senha forte e partir para o abraço.
E é essencial que você crie senhas com
informações que façam sentido
só para você e que, de preferência,
não sejam palavras conhecidas ou que constem
em dicionários. Lembre-se: elas devem ser feitas
para serem fáceis de serem lembradas apenas
POR VOCÊ, e não para serem “adivinháveis”
por qualquer um. Um exemplo disso são aquelas
“dicas” que os serviços de e-mail
baseados em sites como Hotmail e Yahoo costumam oferecer
para o usuário se lembrar da sua senha.
“Como o acesso à ‘dica’
é público e muitos usuários definem
algo muito óbvio, como por exemplo, ‘aniversário’,
‘cachorro’, ou ‘namorada’.
Com esse tipo de informação, basta para
o cracker fazer uma pesqusa de engenharia social,
como acessar o Orkut da vítima em questão,
para descobrir o significado da tal dica. E isso pode
favorecer desde um namorado ciumento até um
fraudador interessado no roubo de sua identidade”.
Infelizmente, mesmo que você tome todos esses
cuidados, há ainda outras possibilidades para
que alguém roube seus dados com a ajuda da
Internet. Um dos golpes mais comuns é phishing,
que pode ser realizado de duas formas. Um deles é
o envio de falsos e-mails que solicitam que o usuário
digite seus dados pessoais para regularizar cadastros
ou confirmar o pagamento alguma conta. A outra é
por meio do acesso a páginas da Web falsas,
desenvolvidas para serem idênticas às
de bancos, empresas ou lojas online.
O usuário, que não desconfia de que
se trata de um site malicioso, acaba dando tudo de
bandeja ao cracker quando digita lá seu login/senha,
números de documentos, endereço físico
e afins. Fica aqui o alerta: empresas idôneas
não enviam e-mails dessa natureza a seus clientes
justamente para evitar esse tipo de transtorno. Para
finalizar, aqui vão algumas dicas para os usuários,
digamos, mais distraídos. Mesmo quando estiver
acessando uma página legítima, fique
atento ao local do site onde está colocando
seu login e senha, pois se você estiver digitando
no lugar errado, estará colocando em risco
sua segurança, já que nem todos os campos
de inserção de informações
dos sites contam com proteção. E para
os mais preguiçosos: nunca recicle senhas antigas.
Renove a segurança de suas senhas/logins
Não basta simplesmente criar senhas supercriativas,
guardá-las a sete chaves e correr dos e-mails
e sites falsos. Da mesma forma que é importante
fazer um back up de seus arquivos pessoais mais importantes,
atualizar seus programas (principalmente os de segurança)
e desinstalar aplicativos antigos ou que você
não usa mais, dependendo da importância
das informações que você quer
proteger, recomenda-se que você troque suas
senhas de acesso a cada três meses. É
bom também evitar utilizar a mesma senha em
sites diferentes.
Como é quase impossível criar uma senha
para cada site que você acessa, uma dica é
criar senhas mais longas e complexas para serem utilizadas
em casos como bancos, corretoras de ações
ou na hora de realizar pagamentos em lojas virtuais.
Lembre-se de criar senhas diferentes para cada serviço.
Fonte: Wnews
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