a imediata assistência,
no que se refere a notificação, investigação
e tratamento dessas doenças. A parte ambiental
efetua o controle de vetores que podem transmitir
doenças (papel de combate dos agentes ambientais).
COREMASNET - Quem são os
profissionais desse setor e quais os deveres que
cada um tem a cumprir?
ANTÔNIO AVELINO - Coordenador
- responsável pela primazia do funcionamento
e gerencia o trabalho dos demais funcionários
a partir de constantes análises dos dados
epidemiológicos. Supervisor da Funasa - faz
um trabalho de acompanhamento dos agentes de vigilância
ambiental, fazendo as devidas mudanças nesses
trabalhos a partir das averiguações
da coordenação. Auxiliar de Vigilância
Epidemiológica - executa as ações
em conjunto com o coordenador, acompanhando as notificações
das doenças, colhe informações,
entrega exames e providencia a avaliação
periódica de dados epidemiológicos.
Agente de Educação em Saúde
- executa e acompanha campanhas educativas, buscando
prevenir e eliminar doenças como:dengue,
hepatites virais, tuberculose, hanseníase,
doenças sexualmente transmissíveis(DST),
entre outras. Agentes de Vigilância Ambiental
- identifica e controla a proliferação
de vetores transmissíveis de doenças
(mosquito da dengue, barbeiro, mosquito transmissor
de calasar, etc.). Digitador - Digita todo sistema
de informações, já que as nossas
são totalmente informatizadas.
COREMASNET – Por que a necessidade
de se criar a vigilância epidemiológica
e ambiental, e quando foi criada?
ANTÔNIO AVELINO –
A necessidade partiu do ministério da saúde
em reconhecer que a saúde pública
somente teria êxito a partir da implantação
e implementação de todos as ações
que permeiam as referidas vigilâncias, evitando
e prevenindo doenças. A vigilância
ambiental foi criada em 1998 e tem como supervisor
o senhor Edmilson Pereira, já a vigilância
epidemiológica foi criada em 2001 onde eu
ocupo a coordenação.
COREMASNET – O que é
essa virose que vem acontecendo nos últimos
dias, e o que está sendo feito?
ANTÔNIO AVELINO –
Estão ocorrendo casos em que os sintomas
são sugestivos de dengue. São sugestivos
pois somente o diagnóstico laboratorial é
que pode confirmar ou negar a suspeita desse vírus.
Os últimos resultados recebidos foram todos
negativos, estamos aguardando resultados das novas
sorologias, somente a partir destes resultados é
que poderemos dar um diagnóstico definitivo.
As recomendações é procurar
imediatamente o atendimento médico para que
o paciente receba o devido tratamento, como também,
são providenciados os exames laboratoriais
que vão permitir o tratamento mais preciso
e posteriormente a análise epidemiológica.
Nesse sentido estamos orientando a população
para as medidas de controle e prevenção.
COREMASNET – Existe virose
parecida com a dengue, que exames devem ser feitos?
ANTÔNIO AVELINO –
O primeiro deve ser o exame clinico feito pelo médico,
o qual, caso julgue necessário solicita um
hemograma completo incluindo contagem de plaquetas
(vai informar se essa virose pode está provocando
sinais de hemorragia), e o outro é a sorologia
para dengue (exame que se tem um diagnóstico
definitivo em relação à dengue).
Existem várias viroses desconhecidas, que
apresentam em alguns casos sintomas parecidos com
esta doença. No entanto, até o presente
momento não apresentaram nenhuma complicação
para a saúde dos pacientes, tendo em vista
o devido tratamento prestado pelos profissionais
da saúde.
COREMASNET – Já foi
notificado algum caso de dengue no período
que compreende janeiro até o presente momento,
e como ocorre sua distribuição?
ANTÔNIO AVELINO –
Foram notificados 63 casos, sendo alguns descartados
pelo critério clínico epidemiológico
e laboratorial, a maioria está aguardando
o resultado dos exames. Essa virose começou
a ser notificada nas últimas semanas de janeiro
até o momento. Ela praticamente está
presente em todos os bairros da cidade, inclusive
na Zona Rural.
COREMASNET – Em relação
a mobilização feita no último
dia 09, como se deu a participação
das pessoas e quais os próximos passos a
serem dados?
ANTÔNIO AVELINO –
Essa mobilização foi sugerida pela
Secretaria Estadual de Saúde que deveria
ter acontecida no dia 04 de abril, já que
é considerado o dia Estadual de Mobilização
contra a Dengue. Nessa data é comemorado
o aniversário do município, e nós
ainda precisávamos de mais alguns dias para
conseguir a participação mais efetiva
das secretarias da cidade e de toda população,
foi decidido em reunião realizada no dia
03 de abril, na secretaria municipal de saúde
que a mobilização deveria ocorrer
no dia 09 do corrente mês. Foi feito um convite
para os secretários municipais que juntamente
com suas equipes participaram desse encontro, também
foi feito um trabalho de divulgação
junto aos meios de comunicação local,
chamando a população a participar
do evento.
O evento começou a partir das 07:30h na praça
do Cabo Branco, percorrendo as principais ruas da
cidade até a praça Félix Rodrigues,
onde houve palestras e reflexões a respeito
dessa temática. A participação
foi excelente, superando as expectativas, o êxito
da mesma deve-se ao engajamento de todas as secretarias
do município, e principalmente a secretaria
da educação e da saúde que
conseguiram trazer através de um trabalho
conjunto: professores, funcionários e alunos
de escolas públicas e particulares, assim
como também a sociedade de uma forma geral.
Os profissionais da saúde vão continuar
juntos com os profissionais da educação;
salientando que os alunos são de certa forma
propagadores de informações e ações
de combate à dengue.
Clíque
aqui para visualiza dica01 precisa de combate à
dengue.