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MATEMÁTICA DIVERTIDA
 
Os amigos e os pastéis
Três amigos entraram na pousada, pediram ao proprietário que fritasse alguns pastéis e foram tirar um cochilo. O proprietário levou a travessa de pastéis até o quarto e saiu sem acordar os rapazes. Passado algum tempo, um dos amigos despertou e, sem acordar os outros, contou quantos pastéis havia, comeu um terço e
dormiu de novo. Logo depois, o segundo amigo acordou. Sem saber que o primeiro já havia comido sua parte, contou os pastéis da travessa, comeu um terço e foi dormir. Finalmente, o terceiro despertou. Contou os pastéis e comeu um terço.
Nesse momento, os primeiros dois amigos acordaram e o mal-entendido foi resolvido. Sabendo-se que na travessa ainda restavam 8 pastéis, descubra:
1 Quantos pastéis o proprietário da pousada fritou;
2 Quantos pastéis cada rapaz comeu;
3 Quantos pastéis a mais cada um deveria comer para que os três se servissem da mesma quantidade.

 
Colaboração: Professor Negreiro
 

Tragédia Matemática

 

Num certo livro de Matemática, um quociente apaixonou-se por uma incógnita.
Ele, o quociente, produto de notável família de importantíssimos polinômios.
Ela, uma simples incógnita, de mesquinha equação literal. Oh! Que tremenda desigualdade. Mas como todos sabem, o amor não tem limites e vai do mais infinito ao menos infinito.
Apaixonado, o quociente a olhou do vértice à base, sob todos os ângulos, agudos e obtusos. Era linda, uma figura ímpar e punha-se em evidência: olhar rombóide, boca trapezóide, seios esféricos num corpo cilíndrico de linhas senoidais.
- Quem és tu? Perguntou o quociente com olhar radical.
- Eu sou a raiz quadrada da soma do quadrado dos catetos, mas pode me chamar de Hipotenusa. Respondeu ela com expressão algébrica de quem ama.
Ele fez de sua vida uma paralela à dela, até que se encontraram no infinito. E se amaram ao quadrado da velocidade da luz, traçando ao sabor do momento e da paixão, retas e curvas nos jardins da quarta dimensão. Ele a amava e a recíproca era verdadeira. Se adoravam nas mesmas razões e proporções no intervalo aberto da vida.
Três quadrantes depois, resolveram se casar. Traçaram planos para o futuro e todos desejaram felicidade integral. Os padrinhos foram o vetor e a bissetriz.
Tudo estava nos eixos. O amor crescia em progressão geométrica. Quando ela estava em suas coordenadas positivas, tiveram um par: o menino, em honra ao padrinho, chamaram de Versor; a menina, uma linda Abscissa. Ela sofreu duas operações.
Eram felizes até que, um dia, tudo se tornou uma constante. Foi aí que surgiu um outro. Sim, um outro. O máximo divisor comum, um freqüentador de círculos viciosos. O mínimo que o máximo ofereceu foi uma grandeza absoluta.
Ela sentiu-se imprópria, mas amava o Máximo. Sabedor desta regra de três, o quociente chamou-a de fração ordinária. Sentiu-se um denominador comum, resolveu aplicar a solução trivial: um ponto de descontinuidade na vida deles.
Quando os dois amantes estavam em colóquio amoroso, ele em termos menores e ela de combinação linear, chegou o quociente e num giro determinante, disparou o seu 45.
Ela foi transformada numa simples dízima periódica e foi para o espaço imaginário e ele, foi parar num intervalo fechado, onde a luz solar se via através de pequenas malhas quadráticas.
(colaboração de Clarissa Trojack Della Nina)

 
Outras Questões
Os montes de palha
Um camponês tem 5 montes de palha num campo. Noutro campo tem 4 montes de palha. 
Se os ajuntar ao pé da sua casa, com quantos montes de palha fica?
Quantos brincos?
Numa certa povoação africana vivem 800 mulheres. De todas elas, 3% usam apenas um brinco. Dos outros 97%, metade usam sempre dois brincos e a outra metade nenhum. Qual o número total de brincos usados por todas as mulheres?
 
Colaboração: Professor Negreiro
 
 
 
MURAL DE RECADOS
 
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