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AUTOMEDICAÇÃO

A Automedicação pode ser definida como o uso de medicamentos sem prescrição médica, na qual o próprio paciente decide qual medicamento utilizar, e inclui-se nesta designação genérica a prescrição ou orientação de medicamentos por pessoas não habilitadas (legais), como amigos, familiares, desconhecidos, ou balconistas de farmácias, sendo esses últimos casos também considerados exercício ilegal da medicina, que é um crime pelo Código Penal (Bortoli-1998).

No Brasil de acordo com a ABIFARMA  (Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas) cerca de 80 milhões de brasileiros são adeptos da automedicação permanente ou eventual (Ivannissevich-1994). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) encontra-se atualmente disponível no
Brasil (pelas farmácias) mais de 32 mil medicamentos, um verdadeiro absurdo para os padrões dos países desenvolvidos (como USA, Canadá, França, Alemanha, Inglaterra). Informam que seria necessário apenas cerca de 420 medicamentos para tratar das mais variadas enfermidades (indo de uma simples gripe até a terrível esquizofrenia).
Podemos imaginar que o problema é bastante sério e grave, pois temos consciência que estamos lidando com algo muito especial na vida das pessoas que é a saúde (uma mercadoria preciosa ). E como se diz no popular nos mais distantes recantos deste país que com a saúde não se brinca ou simplesmente morre!. Infelizmente este preocupante problema que não é somente no Brasil, uma vez que outros países também possuem, notadamente aqueles do terceiro mundo (conhecidos por países pobres e atrasados), pois existe um forte componente sociocultural (analfabetismo) associado ao fator econômico  (pobreza).
Atualmente virou uma moda incômoda a automedicação, vejamos o exemplo de tomar aquele medicamento (ou remédio) que foi indicado por um amigo ou parente na fila de um banco, durante uma caminhada, dentro de uma igreja, fazendo compras num supermercado, em uma festa de casamento, passeando num shopping center,numa reunião de política etc.
Voltamos a lembrar a triste prática da empurroterapia realizada nos balcões das farmácias brasileiras (infelizmente tão em moda hoje), quando as pessoas doentes buscam socorro (que deveria ser tratamento médico) com os balconistas (principalmente os farmacêuticos não formados), uma prática condenável!.É de conhecimento
de todos que o serviço público de saúde do Brasil esta bastante sucateado, financeiramente quebrado, emperrado pela ineficiência e lento pela burocracia, daí não receber manifestação de apoio e confiança da maioria da população, ou seja, quase todos tem alguma queixa contra o SUS ( o que não deveria acontecer).
Por outro lado, o preço das consultas particulares (com os melhores médicos) é bastante caro, assim como as prestações mensais dos Planos de Saúde. Especialmente, quanto aos medicamentos ditos controlados (que devem ser prescritos sempre por psiquiatras), vem sendo muito usado (grande consumo) hoje em dia, tendo a grande maioria deles alcançado uma rápida popularidade através da mídia leiga e o boca-a-boca dos usuários que estimulam a automedicação, por exemplo, alguém sempre está a indicar um Lexotan, Dienpax, Olcadil, Lorax, Frontal, Prozac etc, para outra pessoa necessitada.
Podemos concluir com alguns lembretes importantes para frear a automedicação: procure não tomar remédio por conta própria (consulte sempre um médico), leia sempre atentamente as bulas (posologia e indicações) e peça esclarecimentos de seu médico quando necessário, observe os prazos de validade e forma de embalagem, tenha cuidados com processos alérgicos e intoxicações (informe ao seu médico), pois um medicamento que foi bom para uma pessoa poderá ser fatal para outra (cada corpo funciona de uma maneira diferente), mantenha medicamentos fora do alcance das crianças, evite gastar dinheiro dobrado com uma medicação errada (através de automedicação) e depois com a correta prescrita por um médico, paciente idoso deve tomar dosagens menores (assim como as crianças), procure discutir com seu médico sobre diagnóstico e proposta de tratamento a morte!.
para seu caso clínico,cuidado redobrado com os remédios ditos naturais (fórmulas caseiras, chás, garrafadas,florais de Bach etc) podem apresentar efeitos colaterais, são estudos científicos recentes que apontam neste sentido, e finalmente nunca esquecer jamais que a automedicação poderá levar o paciente
   

Dr. Edvaldo Brilhante da Silva Filho  CRM-PB 3216

Ex-Presidente da Sociedade Paraibana de Psiquiatria
Ex-Diretor Geral do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira
Ex- Médico Psiquiatra Residente do HULW/UFPB
Ex-Psiquiatra Plantonista do Instituto de Psiquiatria da Paraíba LTDA
Ex-Psiquiatra Plantonista da Casa de Saúde São Pedro
Ex- Psiquiatra Assistente da Prefeitura Municipal de Bayeux/PB
Ex- Psiquiatra Assistente da Prefeitura Municipal de Santa Rita/PB
Psiquiatra Perito da Polícia Militar da Paraíba (Junta Médica Especial)
Psiquiatra  Assistente do CISCO/Sumé/PB
Coordenador Municipal de Saúde Mental de Coremas/PB
Psiquiatra Assistente da Prefeitura Municipal de Coremas/PB
Psiquiatra Assistente da Prefeitura Municipal  de João Pessoa/PB
Especialista em Psiquiatria pelo Conselho Federal de Medicina /DF
Especialista em Psiquiatria pelo Conselho Regional de Medicina/PB

Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria.

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