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RAIO – TROVÃO – RELÂMPAGO

As nuvens (do tipo cúmulo-nimbo), das quais resultam as tempestades, apresentam-se, em geral, eletrizadas. Entre essas nuvens, entre partes de uma mesma nuvem ou ainda entre uma nuvem e o solo estabelecem-se campos elétricos. Quando esses campos se tornam suficientemente intensos, o ar se ioniza e ocorre uma descarga elétrica, denominada raio, sob a forma de uma faísca. O raio é formado por cargas elétricas em movimento ordenado, isto é, corrente elétrica, sendo, portanto invisível. A luz que acompanha o raio (efeito luminoso das correntes nos meios gasosos) resulta da ionização do ar, constituindo o relâmpago. O forte aquecimento do ar (efeito térmico das correntes) causa uma brusca expansão, produzindo uma onda sonora de grande amplitude, denominada trovão.
                Ocorrem por dia, no nosso planeta, certa de 40 mil tempestades que originam, aproximadamente, 100 raios por segundo.
                Medições realizadas por aviões e sondas indicam que as nuvens responsáveis pelos raios apresentam, freqüentemente, na parte superior, uma predominância de cargas elétricas positivas e, na inferior, de cargas elétricas negativas.
                A diferença de potencial entre a parte inferior da nuvem e o solo varia entre 10 milhões de volts e 1 bilhão de volts, o que determina correntes elétricas variadas de 10.000 ampères a 200.000 ampères.

Ediglei Alves de Andrade


Fonte: Os Fundamentos da Física 3

 
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