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Profº: Esp. Francielho Alves Barreto

TITULAÇÃO

Graduação em Letras pelas FIP, Especialista em Língua, Lingüística e Literatura pelas FIP, Especialista em Psicopedagogia pela FESC – Cajazeiras. Mestrando em Lingüística e Ensino pela UFPB – JP. Atua no magistério desde 1994.
 
O professor deve buscar a excelência humana

No mundo de competitividade em que estamos, o profissional da educação necessita de buscar constantemente a excelência humana. Não se admite mais um profissional incompleto, sem um intenso impulso de crescimento e de alçar novos vôos.
Encontra-se diversos modelos de profissionais:

               O Profissional “Repolho” – é aquele que se fecha porque acha que sabe de tudo;
               O Profissional “Papagaio” – é aquele que só fala, fala e não faz nada;
               O profissional “Urubu” – é aquele que só vê coisas ruins, problemas e já sai de casa arrasado;
               O profissional “Rosa” – é aquele que nasce com pétalas fechadas e com o tempo elas se abrem para crescer;
               O Profissional “Águia” – é aquele que voa alto, que quando suas penas estão velhas, arranca-as para que nasça penas melhores, é competente, é ágil;
               O Profissional “Locomotiva” – é aquele que é motivado e puxa os vagões (o grupo).
               É indispensável sermos como Rosas, Águias e Locomotivas. Precisamos acreditar em milagres, desejar aprender a cada dia. Entre o Profissional motivado e o inteligente, o que vence mais na vida é o motivado, pelo fato de o inteligente focar a sua atenção nos problemas e o motivado nas soluções.
               Devemos colocar o amor em tudo o que vamos fazer, devemos persistir, acreditar, lembrar de sonhar alto e acender a nossa luz interior, se auto motivar, ser otimista, porque isso contagia e incendeia a todos. Deus nos fez para a excelência. É fundamental nos vermos como Campeões!


 

PROFUNDAMENTE

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.

No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam

E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

__ Estavam todo dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
__ Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.

Manuel Bandeira

 
 

A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, é ele quem sabe
E vai desmatando
o amazonas de minha ignorância
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois: o outro, mistério.

 

    (In Andrade, 1979)
 
 
MURAL DE RECADOS
 
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