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Profº:
Esp. Francielho Alves Barreto
TITULAÇÃO |
| Graduação
em Letras pelas FIP, Especialista em Língua,
Lingüística e Literatura pelas
FIP, Especialista em Psicopedagogia pela
FESC – Cajazeiras. Mestrando em
Lingüística e Ensino pela
UFPB – JP. Atua no magistério
desde 1994. |
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| A
LÍNGUA É UM CONJUNTO DE VARIEDADES |
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Não é
difícil perceber como a Língua
Portuguesa é falada de maneiras
diferentes pelo Brasil afora. Ainda
é possível constatar
que a Língua muda de acordo
com o estamento social dos falantes
e como nós mesmos mudamos
frequentemente nossa maneira de
falar:
* de acordo com a situação
em que estamos (formal ou informal);
* de acordo com os interlocutores
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(mais jovens ou mais velhos; conhecidos
ou desconhecidos);
* e de acordo ainda, com o papel social
que estamos exercendo naquele instante
(aluno ou professor, chefe ou colega
de trabalho).
Esses fatos, que percebemos claramente,
indicam que uma característica
de todas as línguas é
que nenhuma delas é uniforme,
homogênea; todas apresentam variação
na pronúncia, no vocabulário
e na estruturação gramatical;
todas se materializam como um conjunto
de variedades geográficas, sociais
e contextuais.
E não poderia ser diferente,
a ampla variedade da experiência
social e histórica das comunidades
humanas se reflete na maneira como elas
falam sua língua. A heterogeneidade
da vida dos grupos sociais assume a
língua necessariamente da diversidade.
Afirmamos, portanto, que não
há a ou uma língua portuguesa,
mas muitas línguas portuguesas.
Nesse sentido, o que dissemos anteriormente
no singular a respeito da língua,
temos que dizer no plural: uma língua,
sendo um conjunto de variedades, possui
não uma, mas muitas gramáticas.
Consequentemente, o falante não
possui apenas uma mas várias
gramáticas registradas em seu
cérebro.
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POEMA
NOSTÁLGICO – UMA LINDA
CRIANÇA
Coremas!
Tu és uma menina tão bela
Que mais parece uma pequena meiga donzela
Dormindo docilmente tranqüila em
um lindo jardim
Nossos destinos se reuniram e se uniram
Do princípio ao fim
Tu tens o cheiro do perfume
E o amor sem ciúme
Que sempre quis para mim
Coremas!
És uma linda criança
Com o olhar cheio de esperança
Nadando em sua plenitude
Nas águas de seu inocente açude
E aqui de fora está
O teu amante e filho a te cortejar
Com o coração explodindo
de emoção
Batendo forte de te amar
E o brilho nos olhos de longe te contemplando
Dentro do coração silenciosamente
amando
Nos olhos, lágrimas, não
de choro, mas chorando
Pela beleza tão bela que tu tens
e és
Para que seu filho a admire e a ame
Ajoelho aos teus macios pés.
Manoel José de Sousa (Manoelzinho
de Coremas)
É
salutar refletir
Quem não sabe e não sabe
que não sabe, é um imbecil,
deve ser internado.
Quem não sabe e sabe que não
sabe, é um ignorante, deve ser
instruído.
Quem sabe e não sabe que sabe,
é um sonhador, deve ser acordado.
Quem sabe e sabe que sabe, é
um sábio, deve ser imitado.
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AULA
DE PORTUGUÊS
Carlos
Drummond de Andrade |
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A linguagem
na ponta da língua
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, é ele quem sabe
E vai desmatando
o amazonas de minha ignorância
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois: o outro, mistério.
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(In Andrade, 1979) |
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