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SEXO: AMOR, FANTASIAS E VIOLÊNCIAS
 

APRESENTAÇÃO: Palestra proferida para os concluintes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba tendo como finalidades demonstrar que o sexo por amor é benéfico, todavia, as experiências comprovam que muitas patologias sexológicas levam ao anedotário, ao desespero, as decepções e as angústias irredutíveis. Algumas perversões podem terminar em suicídios romanescos, homicídios horrendos e até em cenas burlescas de animosidades. Para não cansar ao internauta resolvi dividi-la em capítulos denominados de FANTASIAS SEXUAIS I – II – III. Espero com o tema estimular a libido de alguém.

 

FANTASIAS SEXUAIS I

1. INTRODUÇÃO: Quando se fala em sexo, as principais idéias que despontam são de amor, de alegria, de carinho, de união e de perpetuação da espécie. O casal, reciprocamente atraído pelo destino, se une e passa a viver os prazeres da felicidade. Há quem diga emocionado: “Encontrou a alma gêmea” ou “Que lindo, nasceram um para o outro”.

O psicólogo inglês Eustache Chesser (1976) explica as regras básicas para um casal ser bem sucedido. Transcrevo e rapidamente comento algumas de suas opiniões:
a) “Aprender a amar e a fazer o amor”. – Ao amar lembre-se: o amor tem de ser entendido mutuamente, para ser realizado em toda a plenitude.
b) “Não se descuide do corpo”. – O embelezamento estético, a saúde e a indumentária do casal têm de despertar as atenções e atrações recíprocas.
c) “Se possível, conheçam muito bem um ao outro”. - O conhecimento profundo e afetivo do casal é adquirido com convivências sérias e relacionamentos compreensivos.
Com estes rápidos comentários, respeitamos as salutares advertências do ilustre sexólogo. Todavia, nem tudo é mar de rosas na vida a dois. A felicidade, ansiosamente aguardada, poderá ser tolhida pelos caprichos da natureza. Estes impedimentos sem avisos prévios chegam por meio de patologias, desilusões, violências, tragédias e de numerosas decepções. Por estes e outros motivos, conclui-se que os benefícios e ou os malefícios do sexo significam pela ordem: amor, fantasias dissabores, perversões e violências.
2. SEXO E AMOR: O amor não é privilégio somente dos seres humanos. Todos os animais se amam e se enfeitam na busca do acasalamento venturoso. O escaramuçar dos caprinos, ovinos e eqüinos emociona as suas fêmeas. O mugir fantástico dos búfalos, rinocerontes e touros excita toda a manada. As rosnadelas afetuosas dos leões, tigres, lobos e cães significam as emoções salutares da sublime paixão. O rodopiar dos pavões, perus, araras, pardais, sabiás, estimula o pouso do vôo no ninho amoroso. O velho galo, conhecido como “pai do terreiro”, faz uso de seus inseparáveis esporões, acariciando o sexo oposto com seduções apaixonadas. É sentença divina: “O amor existe e pertence a todos indistintamente”.
A felicidade maior, para todo ser existente na superfície terrestre, é amanhecer o dia vivo. “A vida é o maior bem que a natureza nos deu”. Assim sendo, amar, brincar, sorrir, cantar, gracejar e divertir-se, é próprio das maravilhas existenciais. Ora, se todos os animais amam a vida, quanto mais o ser humano que é dotado de inteligência, sabedoria, dedicação e até de salpicos de irreverências. Entretanto, para que essa vida seja saudável, necessário se faz que a tornemos agradável, competitiva, alegre, sonhadora, prazenteira, descontraída e, também, repleta de felicidades sexuais.

3. SEXO E FANTASIAS: A espontaneidade no amor faz com que os seres humanos adquiram intermináveis fantasias sexuais. Essas imaginações férteis fazem parte do dia-a-dia e das aventuras amorosas. Algumas pessoas são cautelosas quando praticam um decantado fetichismo; outras exageram ao falar sobre as posições de cópulas extravagantes. Os precavidos recebem como prêmio o silêncio venturoso das quatro paredes; os inconvenientes ou espampanantes pagam tributos vergonhosos e são citados no anedotário popular.
As fantasias sexuais são tidas como hobby, custa caro e só as têm quem pode. Às vezes, quando não adequadamente utilizadas, espantam os participantes e os portadores adquirem a fama de libidinosos possessos. Muitos destes devaneios são considerados discretos, como admirar o próprio corpo, andar despido dentro da alcova, vestir indumentária do sexo oposto, descabelar-se no orgasmo, blasfemar heresias, pronunciar impropérios obscenos, dormir sob a cama e até cantar melodias evangélicas. Outros são por demais aberrantes, como triturar fezes com as mãos, urinar nos lençóis da cama, subir desnudo no muro do vizinho, gritar palavrões, copular entre os pododáctilos da amante, olhar nos orifícios das fechaduras, preferir mulheres desasseadas e, finalmente, encontrar o acme do prazer em posições por demais sofisticadas.
É comum nas zonas rurais, o jovem, no despertar do sexo, manter relações sexuais apaixonadas com animais eqüinos, caprinos e ovinos. As ninfetas por sua vez, ensinam os animais de estimação a arranhar suas partes pudendas. Conheci um jovem apaixonado que, por esquisitice, entrava com a mulher dentro de um depósito gigante de madeira para transar. Este receptáculo havia pertencido a seus ancestrais e era tido como afrodisíaco. Certo dia, a tramela automática fechou repentinamente e a dupla quase morre confinada. Os parentes, atônitos, ouviram sussurros desesperadores, abriram a velha arca e descobriram a malandragem dos aventureiros. A parentela ainda hoje ri do malfadado jeito de copular. Os ousados se encabularam e não mais repetiram a despudorada e extravagante façanha amorosa.
As fantasias sexuais citadas, quando discretas e consentidas pelo casal, não provocam escândalos nem pecados mortais. É proverbial o aforismo: “As aventuras do leito, desde que sejam espontâneas e disfarçadas, são abençoadas pela natureza”. CONTINUA...

 
ALIRIO BATISTA DE SOUZA
• Médico – CRM. 579
• Advogado – OAB. 2.325.
• Professor de Medicina Legal no Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ.                   Credito
 
MURAL DE RECADOS
 
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