O psicólogo inglês
Eustache Chesser (1976) explica as regras básicas
para um casal ser bem sucedido. Transcrevo e rapidamente
comento algumas de suas opiniões:
a) “Aprender a amar e a fazer o amor”. –
Ao amar lembre-se: o amor tem de ser entendido mutuamente,
para ser realizado em toda a plenitude.
b) “Não se descuide do corpo”. –
O embelezamento estético, a saúde e a
indumentária do casal têm de despertar
as atenções e atrações recíprocas.
c) “Se possível, conheçam muito
bem um ao outro”. - O conhecimento profundo e
afetivo do casal é adquirido com convivências
sérias e relacionamentos compreensivos.
Com estes rápidos comentários, respeitamos
as salutares advertências do ilustre sexólogo.
Todavia, nem tudo é mar de rosas na vida a dois.
A felicidade, ansiosamente aguardada, poderá
ser tolhida pelos caprichos da natureza. Estes impedimentos
sem avisos prévios chegam por meio de patologias,
desilusões, violências, tragédias
e de numerosas decepções. Por estes e
outros motivos, conclui-se que os benefícios
e ou os malefícios do sexo significam pela ordem:
amor, fantasias dissabores, perversões e violências.
2. SEXO E AMOR: O amor não é
privilégio somente dos seres humanos. Todos os
animais se amam e se enfeitam na busca do acasalamento
venturoso. O escaramuçar dos caprinos, ovinos
e eqüinos emociona as suas fêmeas. O mugir
fantástico dos búfalos, rinocerontes e
touros excita toda a manada. As rosnadelas afetuosas
dos leões, tigres, lobos e cães significam
as emoções salutares da sublime paixão.
O rodopiar dos pavões, perus, araras, pardais,
sabiás, estimula o pouso do vôo no ninho
amoroso. O velho galo, conhecido como “pai do
terreiro”, faz uso de seus inseparáveis
esporões, acariciando o sexo oposto com seduções
apaixonadas. É sentença divina: “O
amor existe e pertence a todos indistintamente”.
A felicidade maior, para todo ser existente na superfície
terrestre, é amanhecer o dia vivo. “A vida
é o maior bem que a natureza nos deu”.
Assim sendo, amar, brincar, sorrir, cantar, gracejar
e divertir-se, é próprio das maravilhas
existenciais. Ora, se todos os animais amam a vida,
quanto mais o ser humano que é dotado de inteligência,
sabedoria, dedicação e até de salpicos
de irreverências. Entretanto, para que essa vida
seja saudável, necessário se faz que a
tornemos agradável, competitiva, alegre, sonhadora,
prazenteira, descontraída e, também, repleta
de felicidades sexuais.
3. SEXO E FANTASIAS: A espontaneidade
no amor faz com que os seres humanos adquiram intermináveis
fantasias sexuais. Essas imaginações férteis
fazem parte do dia-a-dia e das aventuras amorosas. Algumas
pessoas são cautelosas quando praticam um decantado
fetichismo; outras exageram ao falar sobre as posições
de cópulas extravagantes. Os precavidos recebem
como prêmio o silêncio venturoso das quatro
paredes; os inconvenientes ou espampanantes pagam tributos
vergonhosos e são citados no anedotário
popular.
As fantasias sexuais são tidas como hobby, custa
caro e só as têm quem pode. Às vezes,
quando não adequadamente utilizadas, espantam
os participantes e os portadores adquirem a fama de
libidinosos possessos. Muitos destes devaneios são
considerados discretos, como admirar o próprio
corpo, andar despido dentro da alcova, vestir indumentária
do sexo oposto, descabelar-se no orgasmo, blasfemar
heresias, pronunciar impropérios obscenos, dormir
sob a cama e até cantar melodias evangélicas.
Outros são por demais aberrantes, como triturar
fezes com as mãos, urinar nos lençóis
da cama, subir desnudo no muro do vizinho, gritar palavrões,
copular entre os pododáctilos da amante, olhar
nos orifícios das fechaduras, preferir mulheres
desasseadas e, finalmente, encontrar o acme do prazer
em posições por demais sofisticadas.
É comum nas zonas rurais, o jovem, no despertar
do sexo, manter relações sexuais apaixonadas
com animais eqüinos, caprinos e ovinos. As ninfetas
por sua vez, ensinam os animais de estimação
a arranhar suas partes pudendas. Conheci um jovem apaixonado
que, por esquisitice, entrava com a mulher dentro de
um depósito gigante de madeira para transar.
Este receptáculo havia pertencido a seus ancestrais
e era tido como afrodisíaco. Certo dia, a tramela
automática fechou repentinamente e a dupla quase
morre confinada. Os parentes, atônitos, ouviram
sussurros desesperadores, abriram a velha arca e descobriram
a malandragem dos aventureiros. A parentela ainda hoje
ri do malfadado jeito de copular. Os ousados se encabularam
e não mais repetiram a despudorada e extravagante
façanha amorosa.
As fantasias sexuais citadas, quando discretas e consentidas
pelo casal, não provocam escândalos nem
pecados mortais. É proverbial o aforismo: “As
aventuras do leito, desde que sejam espontâneas
e disfarçadas, são abençoadas pela
natureza”. CONTINUA...
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