desairoso. O modo de limpar a boca,
a coceira das genitálias, o jeitão de
palitar os dentes e os desnecessários assobios,
passam a fazer parte dos cacoetes involuntários.
Os estudiosos afirmam que quanto maior o número
de tique nervoso no predestinado, maior é o seu
grau de inteligência. Então surgem as perguntas:
Será que a tal afirmativa é real ou desculpa
amarela? Ter tique nervoso é sabedoria ou falta
de educação doméstica? Os descuidos
com a aparência são distrações
ou desleixos? Essas indagações fazem parte
deste artigo em que mostra como as pessoas se tornam
ridículas ao exteriorizarem defeitos, e irreverentes,
ao cometerem gafes sociais.
• AJEITAR O CABELO: Compor, massagear ou limpar
os cabelos com as mãos ou com o pente é
normal nos portadores de cabeleira frondosa e bonita.
Causa inveja aos carecas, porém, o feio é
pentear a trunfa e alisar as costeletas ao conversar.
• ARROTOS SONOROS: É soltar pela boca o
ar saturado do estômago com o fedor do que comeu
ou bebeu. Jamais usar desse expediente no meio dos amigos
ou nos encontros sociais, pois é sinal de falta
de traquejo doméstico.
• ASSOAR O NARIZ: Significa limpar o muco nasal
forçando a saída do ar pelas narinas.
Escorrenças no nariz incomoda a quem se aproxima
ao notar o portador do gesto enxugar as secreções
na fralda e na manga da camisa ou da blusa.
• BALANÇO DE PERNA: É o constante
mover das pernas de um para outro lado quando se encontra
sentado em sofás coletivos ou cadeiras aproximadas.
A mania é desaconselhada, principalmente, quando
a reunião é social.
• CARETAS GROTESCAS: São determinadas pela
contração ou trejeito do rosto. O ditado
popular é bem claro quando afirma que careta
envelhece e deixa a face maltratada e cheia de rugas.
Franzir a testa é normal, contudo, constantemente
não.
• COÇAR A VIRILHA: É esfregar as
partes pubianas com a ponta dos dedos. Alguns quando
riem, gracejam ou brincam só sabem colocar as
mãos na braguilha e pegar levemente no adormecido.
O gesto é considerado obsceno.
• CONVERSAR DE BOCA CHEIA: Engula o bocado que
está comendo para expressar suas idéias
e diálogos, caso contrário poderá
se engasgar ou se sufocar.
• CUTUCAR AS ORELHAS: É a introdução
da ponta do dedo mindinho ou objeto pontiagudo no ouvido.
Os estressados sentem coceira nos ouvidos e usam qualquer
artifício para aliviar. É uma horrível
falta de asseio.
• DEDILHAR O NARIZ: Popularmente conhecido como
limpar o salão para festas. É a limpeza
das crostas ressecadas existentes nos orifícios
nasais com os dedos. São hábitos estranhos,
deseducativos e repugnantes.
• ESFREGAR O FUNDILHO: É dar pequenas palmadas
no traseiro da calça pensando existir sujeiras
na bunda. Costumes repetidos e rotineiros nos idosos.
• ESTALAR OS DEDOS: É fazer barulho comprimindo
as falanges articulares das mãos nos ambientes
que exigem silêncio total. Constitui falta de
educação porque distrai os espectadores
de cinemas e teatros.
• FALAR CUSPINDO: Muitos lançam pela boca
repetidos salpicos de saliva ao conversar com uma outra
pessoa. O portador dessa desorganizada falta de higiene
e de educação deve ter o cuidado de se
posicionar a distância, quando fala.
• GOLFADAS OCASIONAIS: Acontece com aqueles que
inventam de falar alto após uma refeição
copiosa. Despreocupados expelem restos alimentares pela
boca.
• MÃO NO OMBRO DE ALGUÉM: É
a mania ridícula de político ou de quem
quer ser popular à custa do corpo do companheiro.
É um hábito indesejado e contestado por
quem tem cócegas ou não querer ser escora
de parceiros de mãos pegajosas.
• MASTIGAR PALITOS: Triturar com os dentes ou
falar com palito na boca é uma mania comum e
deselegante entre as pessoas ao terminarem uma das refeições.
• PEIDOS RUIDOSOS: É a ventosidade emitida
pelo ânus. A flatulência é normal
e mostra que a digestão está sendo realizada
sem dificuldades, todavia, existem pessoas que não
escolhem o local certo para expandir suas lamentações.
É um hábito horrível e pode provocar
animosidade, pela fetidez, entre amigos.
• RISOS HISTÉRICOS: É a gargalhada
franca e estrepitosa que alguém de modo exagerado
resolve dar. Quebra a harmonia do silêncio, distrai
as pessoas e irrita aos que querem paz e tranqüilidade
no ambiente.
• ROER UNHAS: Significa cortar com os dentes as
unhas. Existem pessoas que quando estão preocupadas
se vingam em morder a ponta dos dedos e a comer fragmentos
das próprias unhas. É um vicio atormentador
porque os amigos notam, criticam e até dizem
piadas grotescas com o roedor ou roedora.
• TORCER O BIGODE: É volver sobre o mesmo
uma espiral com a ponta dos pelos. Um bigodinho preto
e bem aparado é bonito e prova de elegância.
Até aí está tudo bem, contudo,
os portadores dos enfeites labiais exageram em amaciar
e torcer as pontas do bigode, quando estão comendo
ou tratando de assuntos sérios.
ARREMATES CONCLUSIVOS:
As pessoas distraídas, qualquer que seja o grau
de escolaridade ou de estudo, quando conversam não
sabem para onde olhar, colocar as mãos e por
os pés. Alguns ficam a tamborilarem móveis,
outros exageram na mímica, alguns a dar tapinhas
no corpo do interlocutor e muitos a conversar sem fitar
o ouvinte. Tudo isso significa não possuir atitudes
serenas para conversação, falta de educação
doméstica e muitas vezes carência de postura
elegante ao diálogo. Os alarmes para tais acontecimentos
são denominados tiques nervosos que, são
exagerados em muitos e diminutos em poucos. Tais tiques,
cacoetes, trejeitos ou manias são demonstrados
na rua, quando roem as unhas, cospem inadvertidamente,
arregalam os olhos, escarram e até bocejam. É
difícil controlar tamanhas particularidades?
Não. Basta corrigir certos hábitos adquiridos
e se fiscalizar ao manter conversações.
Vale a pena repetir: "Os costumes de casa vão
à praça".
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