COREMASNET
s
A BEDIDA ALCOOLICA E A LEI SECA
 
PARTE III
 

O ÁLCOOL, O TRÂNSITO E A LEI SECA:
• O álcool: Qualquer que seja a ingestão de álcool diminui a coordenação motora, absorve os reflexos e compromete a capacidade de dirigir veículos ou outras máquinas motorizadas. As pesquisas revelam que a maioria dos acidentes é provocada por motoristas que bebem antes de dirigir, daí a máxima popular - "Se dirigir não beba, se beber não dirija".

• O transito: A Lei 11.705 de 18 de junho de 2.008 penaliza todo o motorista que apresentar mais de 6 (seis) decigramas de álcool por litro de sangue, ou 3 (três) miligramas por litro de ar expelido no bafômetro. Desta forma, um copo de cerveja, um drinque de uísque, uma taça de vinho, uma lapada de cachaça constituem doses suficientes para impedir que alguém dirija.

• A lei seca: O motorista que estiver com bafo de bebida não deve dirigir. Existe um princípio constitucional que diz: "Ninguém está obrigado a fornecer provas contra si próprio". Todavia o governo, através dos órgãos de segurança está exigindo que motoristas, presumidamente embriagados, se submetam ao teste do bafômetro ou de colheita de sangue. É, sem dúvida, uma atitude arbitrária, contudo, arbitrariedade maior é dirigir bêbado atropelando e matando pessoas inocentes.

DIAGNÓSTICO: A opinião popular no alto da sabedoria afirma que o bêbado tem fases evolutivas diferenciadas: MACACO – euforia e extroversão; LEÃO – valentia e agressividades; PORCO – vômitos e seboseiras. Contudo, o diagnóstico de embriaguez deve ser realizado por profissionais de saúde competentes, sendo analisados:
• Dados clínicos: Tonturas, conjuntivas congestas, taquicardia, pulso rápido, soluços, desequilíbrio, falação, inconveniências, visão diminuta, passos desordenados, ridicularias, exibicionismo, vômitos incoercíveis, sonolências e morte. Na fase crônica observa-se tolerância e dependências.
• Dados de laboratório: O teor de álcool no sangue deve estar acima de seis decigramas por litro de sangue.
• Dados do bafômetro: Não descobrem nada, servem apenas de fantasias policialescas, dando positividade até em que usa anti-sépticos na boca.

TRATAMENTO: Não existem medicamentos específicos, por estes motivos o tratamento torna-se lento, trabalhoso exigindo cumplicidades entre os profissionais da área de saúde e o doente. Está dividido em três fases:
• Fase de desintoxicação: É realizado sempre sob a supervisão da área médica que tem a responsabilidade de retirar e combater os efeitos tóxicos da droga. Devido às recaídas sistemáticas exige calma, dedicação e assistência da parte dos especialistas.
• Fase de reabilitação: Os alcoólicos anônimos agem como verdadeiros anjos no acompanhamento diuturno do doente para que os sintomas agudos e as crises de abstinências sejam controlados. Para que o tratamento tenha sucesso é fundamental a participação da família e dos amigos próximos, com apoios, estímulos e incentivos para que o doente não se sinta desolado.
• Fase do reencontro com a sociedade: Psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais são convocados para mostrar ao doente o modo de se portar diante das perguntas e oferendas ridículas dos interessados em atrapalhar o tratamento. A ajuda dos amigos, da família e da sociedade é necessário e imprescindível.

 
ALIRIO BATISTA DE SOUZA
• Médico – CRM. 579
• Advogado – OAB. 2.325.
• Professor de Medicina Legal no Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ.                   Credito
 
MURAL DE RECADOS
 
'