O ÁLCOOL, O TRÂNSITO E A LEI
SECA:
• O álcool: Qualquer que seja
a ingestão de álcool diminui a coordenação
motora, absorve os reflexos e compromete a capacidade
de dirigir veículos ou outras máquinas
motorizadas. As pesquisas revelam que a maioria dos
acidentes é provocada por motoristas que bebem
antes de dirigir, daí a máxima popular
- "Se dirigir não beba, se beber não
dirija". |
• A lei seca: O motorista
que estiver com bafo de bebida não deve dirigir.
Existe um princípio constitucional que diz: "Ninguém
está obrigado a fornecer provas contra si próprio".
Todavia o governo, através dos órgãos
de segurança está exigindo que motoristas,
presumidamente embriagados, se submetam ao teste do
bafômetro ou de colheita de sangue. É,
sem dúvida, uma atitude arbitrária, contudo,
arbitrariedade maior é dirigir bêbado atropelando
e matando pessoas inocentes.
DIAGNÓSTICO: A opinião popular no alto
da sabedoria afirma que o bêbado tem fases evolutivas
diferenciadas: MACACO – euforia e extroversão;
LEÃO – valentia e agressividades; PORCO
– vômitos e seboseiras. Contudo, o diagnóstico
de embriaguez deve ser realizado por profissionais de
saúde competentes, sendo analisados:
• Dados clínicos: Tonturas, conjuntivas
congestas, taquicardia, pulso rápido, soluços,
desequilíbrio, falação, inconveniências,
visão diminuta, passos desordenados, ridicularias,
exibicionismo, vômitos incoercíveis, sonolências
e morte. Na fase crônica observa-se tolerância
e dependências.
• Dados de laboratório: O teor de álcool
no sangue deve estar acima de seis decigramas por litro
de sangue.
• Dados do bafômetro: Não descobrem
nada, servem apenas de fantasias policialescas, dando
positividade até em que usa anti-sépticos
na boca.
TRATAMENTO: Não existem medicamentos específicos,
por estes motivos o tratamento torna-se lento, trabalhoso
exigindo cumplicidades entre os profissionais da área
de saúde e o doente. Está dividido em
três fases:
• Fase de desintoxicação: É
realizado sempre sob a supervisão da área
médica que tem a responsabilidade de retirar
e combater os efeitos tóxicos da droga. Devido
às recaídas sistemáticas exige
calma, dedicação e assistência da
parte dos especialistas.
• Fase de reabilitação: Os alcoólicos
anônimos agem como verdadeiros anjos no acompanhamento
diuturno do doente para que os sintomas agudos e as
crises de abstinências sejam controlados. Para
que o tratamento tenha sucesso é fundamental
a participação da família e dos
amigos próximos, com apoios, estímulos
e incentivos para que o doente não se sinta desolado.
• Fase do reencontro com a sociedade: Psiquiatras,
psicólogos e assistentes sociais são convocados
para mostrar ao doente o modo de se portar diante das
perguntas e oferendas ridículas dos interessados
em atrapalhar o tratamento. A ajuda dos amigos, da família
e da sociedade é necessário e imprescindível.
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