APRESENTAÇÃO:
A bebida alcoólica é uma das
mais antigas, existe desde o começo do mundo.
Provoca o vício, destrói as pessoas, desorganiza
as famílias e perturba a sociedade. Apesar de
gerar males persiste miseravelmente até os dias
atuais. O inusitado é que no passado era substância
tida como divina por alegrar a humanidade, produzir
entusiasmo nos fracos, libertar os oprimidos e ser o
refúgio dos abandonados. Atualmente, por render
dividendos ao Estado através de impostos é
denominada droga lícita com tendências
a permanecer com este ridículo título
por tempo indeterminado. |
diferentes de
bebidas, com teor alcoólico maior. Foi justamente
nesta época que a bebida passou a ser considerada
um medicamento precioso para todos os tipos de males.
A evolução industrial registrou aumento
na oferta das destiladas como uísque, rum, conhaque,
gim, vodka, tequila e cachaça com boa aceitação
pelo consumidor. A conseqüência desta evolução
atraiu muitos adeptos e consequentemente diferente tipos
de doença.
ABSORÇÃO E ELIMINAÇÃO:
A bebida alcoólica é absorvida fácil
e rapidamente pelas mucosas digestivas, todavia em casos
excepcionais poderá ser também por via
endovenosa. A eliminação é demorada
e exercida através do fígado, fezes, urina,
suor, respiração (bafo de onça),
lágrimas e leite materno.
EFEITOS MALÉFICOS DO ÁLCOOL:
• Efeitos agudos: O uso imoderado do álcool
gera efeitos estimulantes e depressores. Os primeiros
por originarem euforia, desinibição, loquacidade,
valentia, choros e risos e os segundos ao provocarem
falta de coordenação motora, descontrole
do andar, vômitos e sono. Quando o consumo é
alto os efeitos depressores ficam exacerbados, levando
ao estado de coma e morte. As conseqüências
drásticas da bebida alcoólica variam de
acordo com as características, o estado de ânimo
e a disposição do usuário. Alguém
que é acostumado a ingeri-la sentirá reações
de menor intensidade, quando comparado com um outro
que não está habituado ao uso. A estrutura
física diferenciada como estatura, envergadura
e peso, também contribuem com uma maior resistência
à suas complicações.
• Efeitos crônicos: O álcool é
uma droga psicotrópica, atua no sistema nervoso
central, provocando mudanças de comportamento
no consumidor e desenvolve dependências psicossomáticas.
Como é considerado droga lícita tem seu
consumo admitido e até estimulado pela sociedade.
Daí um dos motivos pelo qual é encarado
de forma diferenciada, quando comparado com outros tipos
de droga. Apesar de sua aceitação social,
quando é consumido passa a provocar doenças
graves, intranqüilidades familiar e perigos sociais.
Além das inúmeras violências associadas
a embriaguez, o consumo de álcool provoca no
usuário dependências conhecidas e diagnosticadas
como ALCOOLISMO.
• Efeitos psicossomáticos:
Os dependentes do álcool desenvolvem várias
doenças, assim estabelecidas: Doenças
do fígado (esteatose hepática, hepatite
e cirrose). Doenças gastrintestinais (gastrite,
síndrome de má absorção
e pancreatite). Doenças cardiovasculares (hipertensão
e insuficiências cardíacas). Doenças
neurológicas (amnésias, polineurites,
cefaléias, formigamentos corporais e cãibras).
• Efeitos na gravidez: O consumo de álcool
na gestação traz conseqüências
desastrosas para a mãe e feto. É recomendável
que a gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas,
não só ao longo da gestação
como também durante o período de amamentação,
pois o álcool pode passar para o bebê através
do leite materno. Cerca de um terço dos bebês
de mães que fazem uso da bebida durante a gravidez,
nascem afetados, com sinais de excitação,
insônias, tremores das extremidades e irritações
mentais. Quando sobrevivem têm problemas físicos
e neurológicos.
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