horríveis que induzem ao
vicio, a dependência física e psicológica
e aos horrores da criminalidade. Os motivos que nos
levam a apresentar alguns esclarecimentos sobre o assunto,
se prendem unicamente para mostrar a sociedade o lado
tolerável e intolerável dessa droga. Tolerável:
Por seu uso na medicina, especialmente quando administrado
nas fases agônicas da doença. Intolerável:
Por seu uso psicotrópico, quando adquirido como
droga produtora de dependências físicas
e psicológicas.
PECULIARIDADES PRÓPRIAS
Ópio é um leite ou suco gelatinoso branco,
de cheiro característico, extraído por
corte na cápsula das sementes de uma planta denominada
de papoula ou dormideira. Esse leite branco ao secar
se transforma em pó ou em goma pardacenta, de
sabor desagradável e amargo devido os alcalóides.
DADOS HISTÓRICOS
A papoula ou dormideira é uma planta da família
Papaverácea, conhecida cientificamente pelo nome
complicado de Papaver Somniferum originária da
velha Ásia. É conhecida acerca de cinco
mil anos pelas utilidades médicas de seus frutos
na Grécia, China, Índia, Inglaterra e
na maioria dos países do Mediterrâneo.
Esse arbusto cresce naturalmente em terrenos simples
e estrumado, sendo o seu cultivo mundialmente conhecido
por apresentar qualidades científicas, ora legal,
ora ilegal.
• Legal: Ao servir de matéria-prima em
laboratórios farmacêuticos para analise
das propriedades medicinais dos alcalóides de
seus frutos;
• Ilegal: Quando a produção se destina
ao comércio clandestino ou toxicológico
das pessoas viciadas no uso de drogas.
O ópio extraído dos frutos dessa erva,
desde os primórdios dos tempos é importante,
inclusive, seu consumo motivou uma guerra entre a Inglaterra
e a China.
ABSORÇÃO E ELIMINAÇÃO
O ópio se apresenta nas formas liquidas e sólidas,
podendo ser fumado, inalado, mastigado e injetado tanto
intramuscular como endovenoso. É eliminado por
todas as vias, preferencialmente, as respiratórias,
digestivas e urinárias.
QUALIFICAÇÃO
Estudos científicos apresentam os derivados do
ópio nas formas de opiáceos e opióides.
Opiáceos quando são extraídos naturalmente
ou ligeiramente modificados e opióides quando
são totalmente sintetizados no laboratório.
PROPRIEDADES MALÉFICAS
Age sobre o Sistema Nervoso central provocando dependências
físico-psicológicas com euforia, náuseas,
vômitos, ansiedade, tontura, falta de ar, caquequixia,
palidez generalizada, decadência intelectual,
diarréia, anorexia, contração da
pupila, rinorréia, lacrimejamentos, câimbras
abdominais, insônias, inquietações,
coma e morte.
PROPRIEDADES BENÉFICAS
Estudos científicos do ópio, tanto nas
formas opiáceas ou naturais, como opióides
ou sintéticos são conhecidos por seus
poderosos efeitos analgésicos, calmantes, antidiarreicos,
antitussígenos e expectorantes.
• Morfina, descoberta em 1806. É o principal
e mais ativo dos alcalóides do ópio, tem
aspecto branco, cristalino. É usado para combater
a dor em pacientes com câncer.
• Codeína, descoberta em 1832. É
uma substância cristalina, incolor usado como
hipnótico e sedativo da tosse seca ou sem expectoração.
• Papaverina, descoberta em 1848. É um
alcalóide encontrado no ópio e de uso
terapêutico vasodilatador indicado nas isquemias
cerebrais e do miocárdio.
• Tintura alcoólica de pó do ópio.
É o elixir paregórico, produto, nacionalmente
conhecido, usado como antidiarreicos e analgésico.
• Fentanila, Meperidina, Narceina e Narcotina.
Conhecidos alcalóides opióides ou sintéticos
com indicações antitussígenas,
analgésicas e antiespamódicas, têm
nomes laboratoriais próprios e existentes nas
farmácias.
SUMÁRIO CONCLUSIVO
Os pesquisadores, depois de várias horas de estudo,
conseguem descobrir substâncias medicinais de
alto valor terapêutico. Essas substâncias
após experiências em animais de laboratório
são colocadas nas prateleiras das farmácias
com indicações e finalidades de fazer
o bem à humanidade. Todavia, pessoas inescrupulosas
as adquirem e passam a usá-las com finalidades
psicotrópicas e tóxicas. Desse modo, os
medicamentos anteriormente citados, extraídas
dos opiáceos ou opióides, têm finalidades
curativas e não psicotrópicas. Se há
desvios das finalidades curativas para quaisquer outras
utilidades, a culpa é unicamente de uma parcela
desonesta da humanidade e jamais dos cientistas que
as descobriram.
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